As sessões de câmaras municipais e assembleias legislativas decidem sobre orçamento, serviços públicos e leis que afetam toda a cidade. Elas são abertas e, cada vez mais, transmitidas ao vivo pela internet e por TVs legislativas. Para o cidadão surdo, porém, acompanhar um debate parlamentar sem intérprete de Libras é praticamente impossível.
Este guia mostra como garantir Libras nas sessões legislativas, do plenário à transmissão, e o que considerar ao contratar o serviço.
A Lei 10.436/2002 reconhece a Libras e determina que o poder público garanta formas de apoiar seu uso. O Decreto 5.626/2005 trata do atendimento às pessoas surdas pelos órgãos públicos. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) assegura acessibilidade na comunicação e o direito de participar da vida pública e política. Sessões abertas, audiências públicas e transmissões são momentos em que essa obrigação aparece de forma direta.
No plenário, o intérprete precisa estar visível para o público surdo presente, em local iluminado. Na transmissão, ele deve aparecer em uma janela fixa, com tamanho adequado e sem ser coberto por letreiros, placares de votação ou logotipos. Muitas casas legislativas posicionam o intérprete perto da mesa diretora, com uma câmera dedicada, para que a janela de Libras tenha boa qualidade de imagem.
Sessões legislativas costumam durar horas. A Lei 14.704/2023 prevê revezamento de intérpretes em atuações longas, o que significa contratar pelo menos uma dupla. Sem revezamento, a qualidade da interpretação cai justamente nas votações, que muitas vezes acontecem no fim da sessão.
Nas audiências, o cidadão surdo também pode querer falar. O intérprete traduz a fala em Libras para o português, garantindo que a participação seja registrada como a de qualquer outro cidadão. Veja mais detalhes no guia sobre audiências públicas com Libras.
A contratação costuma passar por licitação ou outra forma prevista na legislação de contratações públicas. O termo de referência deve detalhar o número de sessões, a duração média, a necessidade de dupla, as transmissões e os atendimentos extras. Para entender cada etapa, leia nosso guia sobre licitação de intérprete de Libras.
A acessibilidade não se limita ao plenário. O cidadão surdo também procura a casa legislativa para protocolar documentos, falar com a ouvidoria ou ser recebido em um gabinete. Um tablet com acesso a intérprete por videochamada na recepção resolve essas demandas sem manter um profissional fixo, e garante que o atendimento aconteça no momento em que o cidadão chega.
Cortes de sessões, vídeos explicativos sobre projetos de lei e campanhas institucionais também precisam de Libras. Gravar a interpretação em estúdio permite manter um padrão de qualidade nos vídeos publicados no site e nas redes sociais, com janela bem posicionada e legenda.
Sim. Em sessões transmitidas, o intérprete pode atuar remotamente, com a imagem inserida na transmissão. Para o público presente no plenário, o ideal é ter o intérprete no local.
Para sessões longas, no mínimo uma dupla, que reveza ao longo da sessão. Em dias com sessão e audiência pública no mesmo horário, cada ambiente precisa da sua equipe.
O ideal é que todas as sessões abertas e transmitidas tenham Libras, já que o cidadão surdo tem o mesmo direito de acompanhar qualquer sessão.
Sim. Atendemos câmaras, prefeituras e outros órgãos desde 2015. Conheça o serviço de intérprete de Libras para órgãos públicos.
A Transmite Libras atende empresas e instituições em todo o Brasil desde 2015, com intérpretes presenciais e online, janela de Libras e gravação de vídeos em Libras. Fale com nosso time e receba retorno em até 1 hora útil.
Solicitar orçamento pelo WhatsApp
Veja também: eventos corporativos · empresas · Plataforma de Libras 24h · gravação de vídeos em Libras