Feiras de negócios reúnem expositores, palestras, rodadas de negócio e milhares de visitantes em poucos dias. É um ambiente barulhento, cheio de conversas rápidas e demonstrações de produto. Para um visitante surdo, sem intérprete de Libras, a maior parte dessa experiência simplesmente não acontece.
Este guia é para organizadores de feiras e para empresas expositoras que querem atender bem o público surdo. Mostramos onde a Libras é necessária, como dimensionar a equipe e como divulgar a acessibilidade.
O organizador costuma cuidar da acessibilidade das áreas comuns: palcos, credenciamento e transmissões. O expositor é responsável pelo atendimento dentro do próprio estande. Os dois modelos funcionam juntos. Uma feira pode ter intérpretes nos auditórios e um ponto de apoio em Libras, enquanto um expositor contrata intérprete fixo no estande para atender clientes e parceiros surdos.
Nos auditórios, o intérprete precisa ficar visível para o público surdo e para a câmera, em local iluminado e próximo ao palestrante. Em programações com várias horas de conteúdo, é necessário revezamento: a Lei 14.704/2023 prevê revezamento de intérpretes em atuações longas. Veja as recomendações de posicionamento em posição do intérprete de Libras no palco.
No estande, o trabalho é diferente: conversas curtas, perguntas técnicas sobre produtos e negociações. Algumas dicas:
O número de intérpretes depende de quantos palcos funcionam ao mesmo tempo, da duração da programação e do horário de abertura da feira. Para fazer a conta:
Para feiras com muitas salas, o guia Libras em congressos com várias salas ajuda a organizar a escala.
Feiras costumam ser técnicas: máquinas, softwares, insumos, normas do setor. Termos específicos e nomes de produtos não têm sinal conhecido e precisam ser combinados antes. Envie ao intérprete, com antecedência, a programação dos palcos, os nomes dos palestrantes, as apresentações e os materiais dos expositores atendidos. Se houver rodadas de negócio, informe quem são os participantes e o objetivo de cada reunião. Uma conversa curta entre o intérprete e o responsável pelo estande antes da abertura alinha a forma de chamar o profissional e os principais argumentos de venda.
Muitas feiras transmitem palestras ao vivo e publicam os vídeos depois. Nesses casos, a janela de Libras deve aparecer na transmissão e permanecer na gravação. Vídeos de produtos exibidos em telões e no site do expositor também podem ser gravados com intérprete em estúdio, para que o visitante surdo tenha acesso ao mesmo conteúdo antes, durante e depois do evento.
Para atendimentos rápidos e imprevistos, uma plataforma de intérpretes por videochamada em um tablet no estande ou no credenciamento resolve conversas pontuais sem manter um profissional parado o dia inteiro.
O quanto antes, de preferência junto com o fechamento da programação, para que a equipe receba os materiais e se prepare para os temas técnicos.
Não ao mesmo tempo. Cada ponto precisa da sua própria equipe, porque a programação dos palcos e o movimento dos estandes acontecem em paralelo.
Sim. É comum contratar para os horários de maior movimento ou para reuniões já agendadas com clientes surdos.
Sim. A Transmite Libras já atendeu mais de 700 eventos e atua nas 27 capitais. Veja como funciona o intérprete de Libras para eventos corporativos.
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