Coletivas de imprensa levam informações importantes ao público: anúncios de empresas, orientações de saúde, decisões de governo e resultados de pesquisas. Para que a pessoa surda receba essa informação ao mesmo tempo que os demais, a coletiva precisa de intérprete de Libras.
Além de estar presente, o intérprete precisa aparecer nas imagens que vão para a TV, para as redes e para os portais. Este guia mostra como organizar isso.
Muitas pessoas surdas acompanham as notícias pela TV e pela internet. Quando a coletiva não tem intérprete, elas dependem de legendas, que nem sempre existem ou chegam com atraso, ou de alguém que explique depois. Em temas de saúde, segurança e serviços públicos, esse atraso pode ter consequências sérias.
A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) garante o acesso à informação e à comunicação. Em pronunciamentos e coletivas de órgãos públicos, a presença do intérprete virou prática cada vez mais comum.
O intérprete deve ficar ao lado de quem fala, no mesmo plano da câmera principal. Assim, ele aparece nas imagens sem depender de recorte posterior. Alguns cuidados:
Se a coletiva for transmitida, a direção de vídeo pode usar a janela de Libras, com o intérprete em destaque em um canto da tela. Nesse caso, o intérprete pode ficar em uma câmera dedicada. O tamanho da janela deve permitir ver bem as mãos e a expressão facial. Veja recomendações em janela de Libras: tamanho e posição.
Em coletivas híbridas, com jornalistas presenciais e online, combine a interpretação na sala e na transmissão ao mesmo tempo. Saiba mais em evento híbrido com Libras.
Coletivas costumam ser marcadas em cima da hora, mas mesmo uma preparação curta faz diferença. Envie ao intérprete, assim que possível:
Não são só os órgãos públicos que fazem coletivas. Empresas anunciam resultados, lançamentos e investimentos para a imprensa. Incluir o intérprete de Libras nesses anúncios mostra compromisso com a inclusão e amplia o alcance da notícia. O cuidado com a posição e o enquadramento é o mesmo.
Quando o pronunciamento é gravado para ser divulgado depois, a janela de Libras pode ser gravada em estúdio e inserida na edição. Isso permite ajustar o tamanho e a posição da janela com calma, sem depender das condições do local.
A sessão de perguntas também precisa ser interpretada. Peça que os jornalistas usem microfone, para que o intérprete ouça bem. Se houver jornalista surdo, o intérprete faz a interpretação da Libras para o português, em voz alta, para que a pergunta chegue a quem responde.
Coletivas curtas podem ser feitas por um intérprete, mas, se a duração passar de uma hora ou houver vários blocos, o ideal é uma dupla com revezamento. A Lei 14.704/2023 trata da jornada do tradutor e intérprete de Libras e reforça esse cuidado.
Evitar esses erros é simples quando a equipe de comunicação combina tudo com antecedência.
Ao publicar trechos da coletiva nas redes, mantenha o intérprete no corte. Vídeos editados que tiram o intérprete do enquadramento deixam o público surdo de fora.
Depende da disponibilidade. Quanto antes o pedido, maior a chance de garantir o profissional. Para pronunciamentos frequentes, vale combinar um contrato recorrente.
Pode, se a interpretação for inserida na transmissão como janela. Mas, para quem está presente, o ideal é o intérprete na mesma sala.
Sim. Atendemos empresas e órgãos públicos em todo o Brasil desde 2015, com atuação nas 27 capitais. Conheça o serviço de intérprete de Libras para eventos.
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