A festa de fim de ano é um dos momentos mais esperados pela equipe. É quando a liderança faz o balanço do ano, agradece, premia quem se destacou e anuncia os planos para o próximo ciclo. Para o colaborador surdo, porém, essa festa pode virar uma noite de isolamento se ninguém pensar na comunicação.
Ter intérprete de Libras na confraternização garante que todos participem dos discursos, das homenagens e da diversão. Este guia mostra o que planejar, onde o intérprete atua e quais cuidados fazem diferença.
A confraternização não é só lazer. Os discursos da diretoria trazem resultados, metas e reconhecimento. As premiações valorizam pessoas e equipes. Os sorteios e brincadeiras criam vínculo. Se o colaborador surdo não entende nada disso, ele percebe com clareza que ficou de fora.
A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) garante à pessoa com deficiência participação em igualdade de condições, inclusive em atividades de lazer e cultura. A Lei 8.213/1991, a Lei de Cotas, faz com que muitas empresas tenham colaboradores surdos no quadro. Incluir essas pessoas na festa é coerente com qualquer política de diversidade e de ESG.
Festas costumam durar várias horas, com momentos de fala intercalados com música e conversa. A Lei 14.704/2023 prevê revezamento de intérpretes em atuações longas. Por isso, para uma festa completa, o mais comum é trabalhar com dupla de intérpretes, que se alternam nos blocos de fala e nas atrações.
Se a empresa quiser intérprete apenas nos momentos formais, como discursos e premiações, a equipe pode ser dimensionada para esse período. O importante é deixar claro na programação quando a interpretação acontece.
Interpretar música é diferente de interpretar um discurso. O intérprete trabalha ritmo, emoção e intenção, com o corpo e a expressão facial. Para isso, precisa do repertório com antecedência. Em shows com banda ou DJ, combine com a produção uma luz dedicada ao intérprete, para que ele não fique no escuro quando a iluminação de palco mudar.
Brincadeiras com perguntas e respostas, karaokê e jogos também podem ser acessíveis. Basta que o mestre de cerimônias fale com calma, aguarde a interpretação e garanta que os colaboradores surdos possam participar, e não só assistir.
Empresas com equipes em várias cidades muitas vezes transmitem a confraternização. Nesse caso, o intérprete precisa aparecer na transmissão, com enquadramento próprio ou janela de Libras fixa na tela. Veja os cuidados técnicos no guia sobre eventos híbridos com Libras.
A confraternização é uma boa oportunidade para mostrar que a inclusão faz parte da cultura da empresa. Muitas empresas aproveitam o momento para começar ações que seguem pelo ano, como intérprete em reuniões gerais, SIPAT acessível e curso de Libras para as equipes.
Quanto antes, melhor. Novembro e dezembro concentram festas, formaturas e eventos de encerramento, e a disponibilidade de intérpretes diminui perto das datas.
Sim. A acessibilidade não depende do número de pessoas surdas. Um único colaborador já tem direito a participar da festa em igualdade com os colegas.
Pode. A equipe é dimensionada conforme a programação. O ideal é que o colaborador surdo saiba com antecedência quais momentos terão interpretação.
Sim. A Transmite Libras atende eventos corporativos nas 27 capitais e no interior desde 2015, com mais de 700 eventos atendidos.
A Transmite Libras atende empresas e instituições em todo o Brasil desde 2015, com intérpretes presenciais e online, janela de Libras e gravação de vídeos em Libras. Fale com nosso time e receba retorno em até 1 hora útil.
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