Libras e audiodescrição são dois recursos de acessibilidade que aparecem muitas vezes juntos, em vídeos, eventos e espetáculos. Mas eles atendem públicos diferentes e são produzidos de formas diferentes. Entender essa diferença ajuda a planejar a acessibilidade de forma completa.
A Língua Brasileira de Sinais é a língua usada por grande parte das pessoas surdas no Brasil. Ela é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão pela Lei 10.436/2002. A Libras tem gramática própria e não é uma tradução do português palavra por palavra.
Em vídeos e eventos, a acessibilidade em Libras é feita por um intérprete, ao vivo ou gravado, que traduz o que é falado para a língua de sinais.
A audiodescrição é uma narração que descreve as informações visuais de um conteúdo: cenários, ações, expressões, figurinos, textos na tela e tudo o que é importante para entender o que acontece. Ela atende principalmente pessoas cegas e com baixa visão, além de pessoas com deficiência intelectual e idosos.
A audiodescrição é inserida nos intervalos das falas, para não se sobrepor ao diálogo.
Uma audiodescrição de qualidade passa por etapas:
A Transmite Libras oferece roteiros de audiodescrição feitos por audiodescritora e validados por consultor cego.
Muitos conteúdos precisam dos dois recursos para serem acessíveis a todos:
Em vídeos, os dois recursos podem estar na mesma versão ou em versões separadas. A janela de Libras aparece na imagem, e a audiodescrição entra no áudio. Veja também legenda ou Libras em vídeos.
A interpretação em Libras é feita por tradutores e intérpretes de Libras, profissão regulamentada. A audiodescrição envolve o audiodescritor roteirista, o consultor com deficiência visual e o narrador. São formações diferentes, e por isso cada recurso precisa do seu profissional.
Em vídeos, a audiodescrição é gravada e entra no áudio final, como uma faixa extra ou uma versão separada do vídeo. Em espetáculos, exposições e eventos, ela pode ser feita ao vivo: o audiodescritor narra o que acontece por meio de fones distribuídos ao público com deficiência visual. Nos dois casos, o roteiro preparado antes é o que garante a qualidade.
Planejar os dois recursos desde o início evita retrabalho e custos extras na edição.
A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) garante à pessoa com deficiência o acesso à informação e à comunicação e cita a Libras, a legenda e a audiodescrição entre os recursos de acessibilidade. Para empresas e órgãos públicos, oferecer esses recursos é uma forma de cumprir a lei e de alcançar todo o público.
A legenda ajuda muitas pessoas, inclusive surdos oralizados, mas não substitui a Libras para quem tem a língua de sinais como primeira língua. Também não ajuda pessoas cegas, que precisam da audiodescrição. O ideal é combinar legenda, Libras e audiodescrição de acordo com o público.
Sim. Pessoas surdocegas, por exemplo, precisam de recursos específicos, como a guia-interpretação. Em eventos, vale perguntar ao público quais recursos ele precisa.
Depende da duração e da complexidade do conteúdo, porque envolve roteiro, revisão e narração.
Sim. Gravamos vídeos em Libras no nosso estúdio e oferecemos roteiros de audiodescrição. Conheça a gravação de vídeos em Libras.
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A Transmite Libras atende empresas e instituições em todo o Brasil desde 2015, com intérpretes presenciais e online, janela de Libras e gravação de vídeos em Libras. Fale com nosso time e receba retorno em até 1 hora útil.
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