Quem produz vídeos com acessibilidade em Libras logo encontra uma sigla: ABNT NBR 15290. Ela aparece em editais, em pedidos de emissoras e em conversas com produtoras, quase sempre como sinônimo de "janela de Libras feita do jeito certo". Mas o que essa norma diz de fato, e quando ela se aplica à sua empresa?
Neste guia, explicamos o que é a NBR 15290, o que ela trata sobre Libras, qual a relação dela com a legislação e como usar suas orientações como referência de qualidade em vídeos institucionais, campanhas e treinamentos.
A NBR 15290 é uma norma técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), publicada em 2005, que trata da acessibilidade em comunicação na televisão. Ela reúne diretrizes para três recursos principais: a legenda oculta (closed caption), a janela de Libras e a audiodescrição.
Por ser uma norma técnica, ela não é uma lei. Ela funciona como referência de boas práticas: diz como fazer, enquanto as leis dizem o que precisa ser garantido. Por isso é comum que contratos, editais e manuais de produção citem a norma como padrão de qualidade esperado.
A parte que mais interessa a quem contrata Libras é a da janela, o espaço na tela onde aparece o intérprete. As orientações giram em torno de uma ideia simples: a pessoa surda precisa enxergar o intérprete com clareza durante todo o vídeo. Na prática, isso envolve pontos como:
Para quem quer detalhar medidas e proporções, vale consultar o texto oficial da norma na ABNT e o nosso guia sobre tamanho e posição da janela de Libras.
A norma também orienta a legenda oculta, que transcreve as falas e sons para quem não ouve, e a audiodescrição, que narra elementos visuais para pessoas cegas ou com baixa visão. São recursos que se completam: a legenda não substitui a Libras, porque muitas pessoas surdas têm a Libras como primeira língua e o português escrito como segunda. Entenda melhor essa diferença no post legenda ou Libras em vídeos.
A obrigação de garantir acessibilidade vem das leis. A Lei 10.436/2002 reconhece a Libras como meio legal de comunicação e expressão. O Decreto 5.626/2005 regulamenta essa lei e trata do uso da Libras e da formação de intérpretes. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) assegura acessibilidade na comunicação, inclusive em conteúdos audiovisuais. A NBR 15290 entra como referência técnica para cumprir essas obrigações com qualidade.
A norma foi escrita pensando na televisão, mas suas orientações são usadas como parâmetro em muitos outros formatos:
Se o contrato ou o edital citar a NBR 15290, a produção precisa seguir suas orientações. Se não citar, ela continua sendo a melhor referência para evitar uma janela pequena, escura ou encoberta.
Ela é uma norma técnica. Passa a ser exigida quando um contrato, edital ou regulamento a cita. Mesmo quando não é exigida, é a referência mais usada para medir a qualidade da acessibilidade em vídeos.
Ela foi escrita para a televisão, mas suas orientações sobre visibilidade, contraste e posição da janela valem para qualquer vídeo, inclusive os verticais de redes sociais.
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