Eventos online deixaram de ser exceção. Lives de lançamento, webinars, convenções híbridas, reuniões de resultado e treinamentos a distância fazem parte do calendário de empresas, instituições de ensino e órgãos públicos. Em todos eles, a pergunta é a mesma: como garantir que o público surdo acompanhe o conteúdo em tempo real e com qualidade?
A resposta passa pelo intérprete de Libras, mas não termina nele. No ambiente digital, a acessibilidade depende também da plataforma, da imagem que chega à tela do participante e de uma preparação feita com antecedência. Este guia reúne o que a organização precisa decidir antes, durante e depois do evento.
A Libras é a primeira língua de grande parte das pessoas surdas e é reconhecida como meio legal de comunicação pela Lei 10.436/2002. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) garante o acesso à informação e à comunicação em igualdade de condições, e isso vale para o auditório e para a tela.
Legenda automática ajuda, mas não substitui a interpretação. O português escrito é segunda língua para muitos surdos, e a legenda automática erra nomes, siglas e termos técnicos justamente nos momentos mais importantes da apresentação. Com intérprete, o participante surdo acompanha o tom, as perguntas e a interação, e não apenas as palavras.
Esse é o ponto que mais gera problema. Se o intérprete for apenas mais um quadradinho na galeria, o participante surdo pode simplesmente não encontrá-lo, ou vê-lo pequeno demais para entender os sinais.
A janela deve ter tamanho suficiente para que mãos e expressões faciais fiquem nítidas também no celular, que é onde boa parte do público assiste. Detalhamos esse cuidado no artigo sobre tamanho e posição da janela de Libras.
A interpretação simultânea é uma atividade de alta carga cognitiva. Em eventos mais longos, o padrão de qualidade é trabalhar com dupla de intérpretes em revezamento, para que a atenção e a precisão se mantenham até o final. No online, o revezamento precisa ser combinado com a equipe técnica: quem entra, quando entra e como a troca aparece na tela.
Entenda os critérios no texto por que se contrata uma dupla de intérpretes de Libras.
Com esse material, a equipe estuda o conteúdo e chega ao evento conhecendo o vocabulário, em vez de descobri-lo ao vivo.
Um teste rápido, de 15 a 30 minutos, antes do dia do evento evita a maior parte dos imprevistos. Nele se confere a qualidade da câmera e da iluminação do intérprete, o fundo neutro, a conexão de internet, o retorno de áudio e a posição da janela na transmissão. No dia, o ideal é entrar com antecedência e manter um canal direto com a técnica para resolver qualquer ajuste sem interromper o evento.
Se o evento tiver vídeos institucionais, depoimentos ou peças gravadas, vale avaliar se eles já têm janela de Libras. Quando não têm, o intérprete pode interpretá-los ao vivo, desde que o áudio chegue com clareza. Para conteúdos que serão reaproveitados, a gravação com janela de Libras em estúdio costuma ser a melhor solução.
Não. Legenda e Libras atendem necessidades diferentes e se complementam. Para muitas pessoas surdas, a Libras é a primeira língua.
Não. Em eventos online, o intérprete pode atuar remotamente, do próprio estúdio ou de casa, com câmera, iluminação e conexão adequadas.
Quanto antes, melhor, principalmente para receber material e fazer o teste técnico. Para demandas de última hora, consulte disponibilidade.
É possível atender o público presencial e o online ao mesmo tempo, com o intérprete no palco e a imagem dele enviada para a transmissão. Esse formato exige planejamento conjunto com a produção.
A Transmite Libras atende eventos corporativos online, presenciais e híbridos desde 2015, com mais de 700 eventos realizados.
A Transmite Libras atende empresas e instituições em todo o Brasil desde 2015, com intérpretes presenciais e online, janela de Libras e gravação de vídeos em Libras. Fale com nosso time e receba retorno em até 1 hora útil.
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