Quando um estudante surdo chega à sala de aula, a escola ou a universidade precisa garantir que ele tenha acesso ao mesmo conteúdo que os colegas ouvintes, no mesmo tempo. Na prática, isso significa ter um intérprete de Libras acompanhando as aulas e as atividades acadêmicas.
Este guia explica o que a lei prevê, qual é o papel do intérprete em sala, como planejar o trabalho com professores e coordenação e quais cuidados fazem a diferença no aprendizado do aluno surdo.
A Libras é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão pela Lei 10.436/2002. O Decreto 5.626/2005 regulamenta essa lei e trata da formação de professores, do ensino de Libras e da presença de tradutores e intérpretes nas instituições de ensino. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) garante educação inclusiva em todos os níveis e prevê a oferta de tradutores e intérpretes de Libras.
No ensino superior, a acessibilidade também aparece nos instrumentos de avaliação de cursos. Ter intérprete em sala deixa de ser um diferencial e passa a ser condição para que o estudante surdo permaneça e conclua o curso.
O intérprete de Libras faz a mediação entre o português falado e a Libras, nas duas direções. Ele interpreta a fala do professor, as perguntas dos colegas e as discussões em grupo, e também leva para o português as dúvidas e participações do aluno surdo.
O intérprete não substitui o professor nem dá aulas de reforço. A responsabilidade pelo conteúdo e pela avaliação continua sendo do docente. Cabe ao intérprete garantir que a comunicação aconteça de forma fiel e completa.
A interpretação simultânea exige muita concentração. A Lei 14.704/2023, que atualizou a regulamentação da profissão, prevê revezamento quando a atuação passa de uma hora. Em aulas longas, seminários e períodos inteiros, o ideal é trabalhar com dupla de intérpretes que se alternam em intervalos combinados.
O revezamento protege a qualidade da interpretação e a saúde do profissional. Sem ele, o cansaço leva a perdas de conteúdo justamente nas partes finais da aula, quando costumam aparecer as orientações de trabalhos e provas.
Cada área do conhecimento tem seu vocabulário. Em cursos de engenharia, saúde, direito ou tecnologia, muitos termos não têm um sinal consolidado em Libras. Nesses casos, intérprete e aluno costumam combinar sinais para os conceitos que se repetem ao longo do curso. Ter o material com antecedência permite preparar esse vocabulário e ganhar precisão nas aulas.
A acessibilidade não termina na aula expositiva. Provas podem exigir enunciados em Libras, tempo adicional ou gravação das respostas do aluno em vídeo. Seminários e apresentações precisam de interpretação do português para a Libras e da Libras para o português. Laboratórios, visitas técnicas e estágios também entram no planejamento.
No ensino a distância, a interpretação pode ser feita ao vivo, nas aulas síncronas, ou por meio de vídeos gravados com janela de Libras. A Transmite Libras já estruturou, com uma universidade EAD, o processo de provas e gravações para alunos surdos.
A legislação garante ao estudante surdo acesso à educação com tradutores e intérpretes de Libras. A forma de contratação varia conforme a rede de ensino e o nível, mas a acessibilidade comunicacional deve ser assegurada.
Sim, quando os alunos estão na mesma turma e na mesma atividade. Em turmas ou atividades diferentes, cada uma precisa da sua equipe.
Sim. Em aulas remotas ou em situações pontuais, a interpretação por videochamada funciona bem, desde que haja boa conexão e enquadramento.
Envie a carga horária, a disciplina, o formato e o número de alunos surdos. A Transmite Libras atende universidades, escolas e cursos EAD desde 2015, presencialmente ou online.
A Transmite Libras atende empresas e instituições em todo o Brasil desde 2015, com intérpretes presenciais e online, janela de Libras e gravação de vídeos em Libras. Fale com nosso time e receba retorno em até 1 hora útil.
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